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Oscilação Vaisala-Brunt

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>Modelo

ID:(1525, 0)


Frequência de Brunt-Väisälä

Descrição

Se um meio apresenta estratificação, ou seja, é composto por camadas de diferentes densidades, existe a possibilidade de que a diferença de densidade se torne instável e as camadas se misturem, tornando o sistema homogêneo.

Enquanto o sistema permanecer estável, qualquer perturbação causará oscilações que se dissiparão ao longo do tempo. A frequência associada a esse comportamento é conhecida como frequência de Brunt-Väisälä, que ocorre tanto na atmosfera quanto no oceano.

O seguinte vídeo mostra um sistema com duas densidades diferentes, onde uma rolha é colocada e oscila em resposta a uma perturbação, mantendo a ordem entre as camadas estáveis:


ID:(11754, 0)


Oscilação Vaisala-Brunt

Descrição

Variáveis

Símbolo
Texto
Variáve
Valor
Unidades
Calcular
Valeur MKS
Unidades MKS
$C_p$
C_p
Capacidade térmica a pressão constante
J/kg
$\rho$
rho
Densidade
kg/m^3
$f$
f
Fator de Coriolis
rad/s
$Re$
Re
Número de Reynolds
-
$p$
p
Pressão
Pa
$p_{ref}$
p_ref
Pressão de referência
Pa
$T$
T
Temperatura
K
$\Delta\rho$
Drho
Variação de densidade
kg/m^3

Cálculos


Primeiro, selecione a equação:   para ,  depois, selecione a variável:   para 

Símbolo
Equação
Resolvido
Traduzido

Cálculos

Símbolo
Equação
Resolvido
Traduzido

 Variáve   Dado   Calcular   Objetivo :   Equação   A ser usado



Equações

A energia associada for a de Coriolis pode ser estimada considerando a for a de Coriolis e um comprimento caracter stico $L$. A for a de Coriolis o produto da massa $m$, o fator de Coriolis $f$ e a velocidade $U$. Por outro lado, a energia associada for a inercial simplesmente a en1ergia cin tica proporcional a $mU^2$.

Com base nisso, o n mero de Rossby definido como:

$R_0 = \displaystyle\frac{m U^2}{ m f U L}$



Assim, o n mero de Rossby representa a rela o entre a energia cin tica do fluido e o efeito da for a de Coriolis.

$ R_0 =\displaystyle\frac{ U }{ f R }$


(ID 11753)

No caso em que o n mero de Rossby

$ R_0 =\displaystyle\frac{ U }{ f R }$



com $U$ representando a velocidade, $f$ como o fator de Coriolis e $L$ como uma extens o caracter stica que est na ordem da unidade, podemos determinar que a extens o caracter stica aproximadamente dada por:

$L \sim \displaystyle\frac{U}{f}$



A velocidade $U$ pode ser modelada utilizando a frequ ncia de Brunt-V is l

$ N = \sqrt{\displaystyle\frac{ g }{ \theta }\displaystyle\frac{ \Delta\theta }{ \Delta z }}$



onde $g$ a acelera o gravitacional, $\Delta\theta/\theta$ a varia o da temperatura potencial e $\Delta z$ a varia o da altura. Nesse caso, a velocidade pode ser expressa como:

$U\sim H N$



onde $H$ a altura. Com base nisso, podemos deduzir que a extens o caracter stica :

$ \lambda_R = \displaystyle\frac{ N H }{ f }$


(ID 11760)


Exemplos

Se um meio apresenta estratifica o, ou seja, composto por camadas de diferentes densidades, existe a possibilidade de que a diferen a de densidade se torne inst vel e as camadas se misturem, tornando o sistema homog neo.

Enquanto o sistema permanecer est vel, qualquer perturba o causar oscila es que se dissipar o ao longo do tempo. A frequ ncia associada a esse comportamento conhecida como frequ ncia de Brunt-V is l , que ocorre tanto na atmosfera quanto no oceano.

O seguinte v deo mostra um sistema com duas densidades diferentes, onde uma rolha colocada e oscila em resposta a uma perturba o, mantendo a ordem entre as camadas est veis:


(ID 11754)

A estabilidade vertical na atmosfera depende tanto das varia es de temperatura $T$ quanto de press o $p$. Portanto, para modelar a instabilidade, til trabalhar com um par metro nico chamado temperatura potencial, definida como:

$ \theta = T \left(\displaystyle\frac{ p_0 }{ p }\right)^{ R_C / c_p }$



onde $R$ a constante universal dos gases, $c_p$ o calor espec fico do g s a press o constante e $p_0$ uma press o de refer ncia.

Esse par metro fornece uma medida combinada de temperatura e press o, permitindo analisar a estabilidade vertical de maneira mais simplificada. Ao utilizar a temperatura potencial, podemos avaliar como as varia es de temperatura e press o afetam a estabilidade atmosf rica e a forma o de fen menos meteorol gicos.

(ID 11757)

No ar, varia es de temperatura ($T$) e press o ($p$) podem causar instabilidade na coluna de ar. Se introduzirmos a temperatura potencial usando a equa o:

$ \theta = T \left(\displaystyle\frac{ p_0 }{ p }\right)^{ R_C / c_p }$



onde $R$ a constante universal dos gases, $c_p$ o calor espec fico do ar e $p_0$ a press o de refer ncia (1000 mb).

Uma atmosfera estruturada em que a varia o da temperatura potencial ($\Delta\theta/\theta$) com a altura ($\Delta z$) sempre positiva est vel e oscila com a frequ ncia dada por:

$ N = \sqrt{\displaystyle\frac{ g }{ \theta }\displaystyle\frac{ \Delta\theta }{ \Delta z }}$



onde $g$ a acelera o devido gravidade.

Se a varia o da temperatura potencial com a altura negativa ($\Delta\theta/\Delta z$), a raiz quadrada n o possui uma solu o real, o que indica que n o h uma solu o est vel e as camadas come ar o a se deslocar.

(ID 11758)

Na gua, varia es na densidade ou salinidade $\Delta\rho$ podem tornar a coluna de gua inst vel. Quando o sistema est vel, ele oscila em uma frequ ncia conhecida como frequ ncia de Brunt-V is l $N$, que calculada da seguinte forma:

$ N = \sqrt{-\displaystyle\frac{ g }{ \rho }\displaystyle\frac{ \Delta\rho }{ \Delta z }}$



onde $g$ a acelera o gravitacional, $\rho$ a densidade e $\Delta z$ a varia o de profundidade.

Se em algum momento o argumento dentro da raiz quadrada se tornar negativo, o sistema se torna inst vel. Portanto, podemos concluir que a gua se torna inst vel sempre que a varia o da densidade se torna positiva, pois a express o cont m um sinal negativo. Isso significa que a gua se torna inst vel quando h uma densidade maior acima de uma densidade menor, indicando que o peso faz com que a coluna se desestabilize.

(ID 11759)

Para comparar a for a de Coriolis com a for a inercial, podemos definir sua rela o como um n mero adimensional caracter stico conhecido como n mero de Rossby. Uma vez que ambas as for as dependem da massa e da velocidade $U$, o n mero resultante simplifica-se para:

$ R_0 =\displaystyle\frac{ U }{ f R }$



que depende do fator de Coriolis $f$ e de um comprimento caracter stico $L$.

Ao examinar essa rela o, podemos ver que o n mero de Rossby representa a propor o entre a velocidade caracter stica do fluido e o efeito da for a de Coriolis. Esse n mero nos indica se o sistema dominado pela in rcia ou pela for a de Coriolis.

(ID 11753)

No caso limite em que a for a de Coriolis da mesma ordem de grandeza que a for a inercial, o n mero de Rossby da ordem da unidade. Isso implica que a extens o caracter stica L da ordem da velocidade U dividida pelo fator de Coriolis f. Por outro lado, se modelarmos a velocidade utilizando a frequ ncia de Brunt-V is l N e a altura H, temos que:

$ \lambda_R = \displaystyle\frac{ N H }{ f }$


(ID 11760)


ID:(1525, 0)