Carga de Mobilidade Elétrica
Descrição
A mobilidade elétrica descreve a facilidade com que uma partícula carregada pode se mover dentro de um meio quando atuada por um campo elétrico externo. Esta propriedade resume o equilíbrio dinâmico entre a aceleração produzida pelo campo e a perda de energia causada pelas interações microscópicas com a estrutura do material.
Quando um Carga ($q$) é encontrado em um Campo elétrico ($\vec{E}$), ele experimenta um Força elétrica ($\vec{F}$):
Essa força acelera a partícula. Na ausência de interações, sua velocidade aumentaria continuamente ao longo do tempo. No entanto, nos meios reais, as partículas carregadas interagem permanentemente com o ambiente que as rodeia.
Dependendo do tipo de material, essas interações podem envolver colisões com átomos, vibrações térmicas da rede cristalina, impurezas, defeitos estruturais, moléculas de fluidos e outras partículas carregadas.
Cada interação transfere parte da energia cinética da carga para o meio. Como consequência, a aceleração contínua produzida pelo campo elétrico é compensada por uma frenagem média associada à dissipação de energia.
O sistema então atinge um estado estacionário onde a partícula não acelera mais indefinidamente, mas adquire uma velocidade média constante chamada velocidade de deriva.
Experimentalmente observa-se que esta velocidade média é proporcional ao campo elétrico aplicado:
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com Velocidade das partículas ($\vec{v}$), Mobilidade elétrica ($\mu_q$) e Campo elétrico ($\vec{E}$).
A mobilidade elétrica mede então a capacidade do meio para permitir o deslocamento de cargas sob a ação do campo. Um alto valor de mobilidade indica que as partículas podem percorrer distâncias relativamente longas antes de perder energia significativamente, enquanto uma baixa mobilidade reflete fortes interações e intensa frenagem dentro do meio.
Microscopicamente, a mobilidade depende da frequência com que as colisões ocorrem e do quanto elas afetam o movimento das partículas. Em materiais muito ordenados e puros, as cargas podem mover-se mais livremente e a mobilidade aumenta. Em materiais desordenados, viscosos ou com muitas impurezas, as perdas de energia são maiores e a mobilidade diminui.
A mobilidade conecta assim o comportamento microscópico das partículas com o transporte macroscópico da corrente elétrica. Quanto maior a mobilidade, mais eficientemente o campo elétrico pode gerar movimento coletivo de carga dentro do material.
ID:(16292, 'gm')
Mecanismo de Resistência
Descrição
Quando existe um campo elétrico, os elétrons livres no material experimentam uma força que os impulsiona na direção oposta ao campo devido à sua carga negativa.
Microscopicamente, os elétrons não se movem livremente em linhas retas. À medida que se movem, os átomos da rede cristalina, vibrações térmicas, defeitos, impurezas, limites microscópicos entre regiões do material interagem continuamente com a estrutura interna do material.
Essas interações produzem colisões e deflexões constantes no caminho dos elétrons. Como consequência, o movimento global resulta de uma combinação de aceleração causada pelo campo elétrico e frenagem produzida pela estrutura do material.
O resultado final é um movimento médio lento e ordenado chamado velocidade de deriva. Embora cada elétron individual possa se mover rapidamente e de forma caótica devido à sua agitação térmica, o campo elétrico introduz uma pequena tendência coletiva de se mover em uma direção preferida.
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O Conduzindo a densidade de corrente ($\vec{J}$) representa precisamente esse fluxo macroscópico líquido de carga através do material. Quanto maior for o Campo elétrico ($E$) aplicado, maior será a força média sobre os elétrons e maior será o fluxo de corrente gerado.
A constante de proporcionalidade corresponde ao Condutividade elétrica ($\sigma$) do material, que mede a facilidade com que as cargas podem se mover dentro da estrutura. Um material com alta condutividade possui elétrons capazes de percorrer distâncias relativamente longas entre colisões, enquanto um material com baixa condutividade dificulta bastante o transporte de carga.
Durante as colisões, parte da energia adquirida pelos elétrons do campo elétrico é transferida para a rede atômica do material. Essa energia é transformada principalmente em vibrações microscópicas dos átomos, aumentando a energia térmica interna do corpo. Macroscopicamente isso é observado como aquecimento resistivo ou efeito Joule.
Portanto, a condução elétrica em materiais reais não corresponde a um movimento livre e sem perdas, mas a um processo dinâmico onde o campo elétrico fornece continuamente energia às cargas e estas a dissipam progressivamente na estrutura microscópica do material.
ID:(11763, 'gm')
Densidade do Fluxo de Carga
Descrição
A densidade do fluxo de carga descreve quanta carga elétrica passa através de uma superfície por unidade de tempo e por unidade de área. Para determiná-lo, considera-se um conjunto de partículas carregadas distribuídas em um volume e movendo-se com velocidade média sob a ação de um campo elétrico.
Suponha um meio contendo uma concentração uniforme de partículas carregadas. Se as partículas tiverem uma velocidade média de deriva, durante um pequeno intervalo de tempo elas avançarão uma certa distância na direção do movimento. Como consequência, todas as partículas contidas numa folha do volume varrido passarão através da superfície considerada.
O volume transportado nesse intervalo corresponde à área superficial multiplicada pela distância percorrida pelas partículas. Se a concentração de partículas por unidade de volume for conhecida, pode-se calcular quantas partículas atravessam a superfície nesse tempo.
Multiplicando então o número de partículas pela carga individual de cada uma, obtém-se a quantidade total de carga transportada. Finalmente, dividir por área e tempo fornece a densidade de corrente ou densidade de fluxo de carga.
O resultado leva a:
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com Conduzindo a densidade de corrente ($\vec{J}$), Concentração de carga ($C_n$), Carga ($q$) e Velocidade das partículas ($\vec{v}$).
A equação mostra que a densidade de corrente aumenta quando há mais partículas disponíveis para transportar carga, cada partícula tem uma carga maior ou as partículas se movem mais rapidamente dentro do meio.
Esta relação conecta diretamente o comportamento microscópico de partículas carregadas ao transporte macroscópico de corrente elétrica observado em condutores, plasmas, eletrólitos e outros meios materiais.
ID:(16293, 'gm')
Condutividade Elétrica
Descrição
Da definição de Conduzindo a densidade de corrente ($\vec{J}$) baseada em Concentração de carga ($C_n$), Carga ($q$) e Velocidade das partículas ($\vec{v}$):
e como acontece com Mobilidade elétrica ($\mu_q$) e Campo elétrico ($\vec{E}$):
você tem que ter o relacionamento com Condutividade elétrica ($\sigma$)
vamos concluir que
ID:(16291, 'gm')
Polarização de Materiais
Descrição
Quando um material isolante é submetido a um campo elétrico externo, suas cargas internas respondem reorganizando-se microscopicamente. As cargas negativas tendem a se mover ligeiramente na direção oposta do campo, enquanto as cargas positivas se movem ligeiramente na direção do campo. Como ambos permanecem ligados dentro de átomos ou moléculas, a separação completa de cargas e o fluxo livre não ocorrem como em um condutor.
O resultado é a formação ou reorientação de pequenos dipolos elétricos distribuídos no material. Na ausência de um campo externo, estes dipolos são geralmente orientados aleatoriamente, de modo que os seus efeitos se compensam e não há polarização macroscópica apreciável.
Ao aplicar um campo elétrico, o material começa a desenvolver uma orientação preferida. Quanto maior o campo aplicado, maior a tendência dos dipolos se alinharem coletivamente. Esta orientação parcial produz uma polarização líquida do material, isto é, uma separação efetiva média entre cargas positivas e negativas dentro do volume.
A polarização gera cargas ligadas nas superfícies do material e produz um campo induzido interno que se opõe parcialmente ao campo aplicado. Contudo, como as cargas permanecem ligadas microscopicamente, o campo não se anula completamente e continua a penetrar no dielétrico.
Em muitos materiais isolantes, especialmente para campos moderados, observa-se experimentalmente que Momento dipolar ($\vec{P}$) aumenta aproximadamente proporcionalmente ao Campo elétrico ($E$) aplicado. A constante de proporcionalidade depende da capacidade do material de deformar ou orientar seus dipolos internos sob a ação do campo. Ao inserir Suscetibilidade elétrica ($\chi_e$) e Constante de campo elétrico ($\epsilon_0$) você pode calcular Momento dipolar ($\vec{P}$) usando:
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A suscetibilidade elétrica mede a facilidade com que o material pode se tornar polarizado. Um valor grande indica que os dipolos internos respondem fortemente ao campo externo, enquanto um valor pequeno reflete uma resposta polarizável mais fraca.
A permissividade do vácuo representa a capacidade fundamental do espaço vazio de permitir a existência de um campo elétrico e armazenar energia elétrica a ele associada. Ela atua como a constante básica que define a escala natural das interações elétricas no eletromagnetismo.
ID:(11764, 'gm')
Deslocamento elétrico
Descrição
O conceito de deslocamento elétrico surge ao estudar como um material dielétrico responde quando sujeito a um campo elétrico externo. No vácuo, o campo elétrico é determinado apenas pelas cargas livres presentes. Contudo, dentro de um material isolante também aparece uma reorganização interna de cargas ligadas devido à polarização do meio.
Isto significa que o campo elétrico total dentro do material não vem mais apenas das cargas externas aplicadas, mas também dos dipolos induzidos no interior do dielétrico. Como consequência, separar diretamente os efeitos das cargas livres e da polarização interna pode tornar-se complexo.
O Deslocamento elétrico ($\vec{D}$) é introduzido precisamente para descrever de forma mais simples como cargas livres geram campos elétricos na presença de materiais polarizáveis. Em vez de trabalhar apenas com o campo elétrico total, é definida uma nova magnitude que incorpora automaticamente a contribuição da polarização do meio.
A magnitude é definida por
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com Constante de campo elétrico ($\epsilon_0$), Campo elétrico ($\vec{E}$) e Momento dipolar ($\vec{P}$).
O deslocamento elétrico pode ser interpretado fisicamente como uma medida de quanto fluxo elétrico efetivo passa pelo meio devido às cargas livres, considerando automaticamente como o material modifica internamente o campo por meio da polarização.
ID:(16030, 'gm')
Deslocamento e Campo Elétrico
Descrição
Como Momento dipolar ($\vec{P}$) depende no caso estático de Campo elétrico ($\vec{E}$) dentro do cálculo de Deslocamento elétrico ($\vec{D}$)
com Constante de campo elétrico ($\epsilon_0$) e Suscetibilidade elétrica ($\chi_e$) para que você possa inserir a constante Permissividade relativa do material ($\epsilon_r$) tal que
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ID:(16294, 'gm')
Permissividade relativa do material
Descrição
Desde Deslocamento elétrico ($\vec{D}$), considerando Campo elétrico ($\vec{E}$), Momento dipolar ($\vec{P}$) e Constante de campo elétrico ($\epsilon_0$), pode ser expresso como:
e isso Momento dipolar ($\vec{P}$), dependendo de Suscetibilidade elétrica ($\chi_e$), resulta:
é obtido para Permissividade relativa do material ($\epsilon_r$), usando:
o relacionamento:
ID:(16295, 'gm')
Condutores e Isoladores
Descrição
Cálculos
Cálculos
Variáveis
ID:(1572, 0)
Palos Verdes, Costa de Corral, Chile
