A1 Epilepsia (hiperexcitabilidade, descargas síncronas)
Título
A epilepsia é caracterizada por um desequilíbrio excitação-inibição que favorece a hiperexcitabilidade das redes corticais, gerando descargas paroxísticas sincronizadas. No modelo Wilson-Cowan de E08, é introduzida uma perda fracionária de inibição, que move o sistema para um regime de atividade sustentada ou instável; A análise de estabilidade (autovalores Jacobianos, já definidos em E08) permite prever a transição para o estado ictal. No nível celular, a redução da condutância de K+ ou o aparecimento de correntes persistentes de Na+ (extensão da condutância E02) reduzem o limiar de disparo e facilitam disparos repetitivos. A sincronização patológica da rede pode ser descrita com o parâmetro de ordem de Kuramoto definido em E09, cuja ultrapassagem de um limiar crítico marca o início clínico da crise; A propagação da descarga através do tecido cortical é modelada como uma frente do tipo reação-difusão, análoga àquela usada para migração neuronal em E14. Após a crise, a excitabilidade se recupera exponencialmente durante o período pós-ictal.
ID:4283
