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E4 Distribuição de Carga

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Os modelos de distribuição de carga mostram como as forças externas e internas são transmitidas através das articulações e estruturas ósseas do corpo.

As forças externas são o primeiro tipo de força modelada pela distribuição de carga: o peso corporal, que atua constantemente sobre as articulações e estruturas ósseas devido à gravidade, e quaisquer cargas adicionais que a pessoa segura, levanta ou carrega, que se somam a esse peso corporal e aumentam a força total que essas estruturas devem suportar.

Além das forças externas, a distribuição de carga também modela as forças internas: a força gerada pelos músculos quando se contraem para sustentar ou mover o corpo, e a força oposta exercida pelos ligamentos quando se esticam para manter uma articulação unida. Ambas as forças internas se somam às forças externas e modificam a carga total que cada articulação ou estrutura óssea suporta. Combinadas, as forças externas e internas são transmitidas através das articulações e estruturas ósseas, gerando pressão de contato articular em cada ponto de contato entre duas superfícies articulares. Quanto maior a força total que atua sobre uma articulação e menor a área dessa articulação sobre a qual essa força é distribuída, maior será a pressão de contato articular que essa área suporta.

Com base nessas pressões de contato articular, a distribuição de carga identifica zonas de sobrecarga: áreas onde a pressão de contato articular é maior do que no restante da estrutura porque concentram uma força maior, têm uma área de contato menor ou ambos.

A identificação dessas zonas de sobrecarga permite que a distribuição de carga preveja o risco de danos aos tecidos: quanto mais próxima a pressão de contato articular em uma zona de sobrecarga estiver da resistência à ruptura do tecido de suporte, maior será o risco de que essa zona acabe sofrendo lesões.

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