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D10 Análise Ergonômica e Biomecânica da Tarefa

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A análise ergonômica e biomecânica de tarefas avalia sistematicamente as forças, posturas e cargas geradas pela interação entre o corpo e um objeto, ou entre o corpo e o ambiente, durante uma tarefa de trabalho ou funcional.

Essa análise operacionaliza a interação com o ambiente calculando três valores: momento lombar, força de reação articular e limite de peso recomendado.

O primeiro valor é o momento lombar: quando uma pessoa levanta ou segura uma carga, essa carga gera um momento de força na região lombar inferior. Quanto mais pesada a carga ou quanto mais distante ela estiver do corpo durante o levantamento, maior será o momento lombar que a coluna vertebral deve suportar.

O segundo valor é a força de reação articular: quando o corpo aplica uma força a um objeto ou ao ambiente durante uma tarefa, cada articulação envolvida recebe uma força de reação que deve suportar para manter essa interação sem ceder. O terceiro valor é o limite de peso recomendado: com base na postura, frequência e distância de repetição da tarefa, a análise ergonômica e biomecânica da tarefa calcula o peso máximo que uma pessoa deve levantar nessas condições sem exceder a capacidade física do sistema musculoesquelético.

Com o momento lombar, a força de reação articular e o limite de peso recomendado já calculados, a análise ergonômica e biomecânica da tarefa identifica as condições em que a tarefa excede a capacidade física do sistema musculoesquelético: quando o momento lombar ou a força de reação articular excedem o que a articulação envolvida pode suportar repetidamente, ou quando o peso levantado pela pessoa excede o limite de peso recomendado.

Exceder a capacidade física do sistema musculoesquelético dessas maneiras leva, eventualmente, a duas consequências distintas: redução da amplitude de movimento articular, quando a sobrecarga repetida causa retração dos tecidos moles ou aumenta a rigidez do tecido ao redor da articulação afetada; ou dor musculoesquelética, quando a mesma sobrecarga gera a pressão tecidual elevada que causa dor musculoesquelética. Identificar qual dessas duas condições está causando a sobrecarga permite a reformulação da tarefa antes que a análise ergonômica e biomecânica deixe de ser preventiva e passe a confirmar danos existentes.

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