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D8 Avaliação da dor (algometria)

Tópico

A avaliação da dor combina dois tipos de instrumentos: escalas de autorrelato validadas e algometria de pressão.

O primeiro instrumento consiste em escalas de autorrelato validadas: a escala visual analógica, na qual a pessoa marca a intensidade da sua dor em uma linha contínua; a escala numérica de classificação, na qual a pessoa atribui um número a essa mesma intensidade; e o questionário de dor neuropática, que investiga se a dor apresenta características neuropáticas além das mecânicas. Essas escalas de autorrelato quantificam a intensidade da dor e sua distribuição espacial, ou seja, em quais áreas do corpo a pessoa a percebe.

O segundo instrumento é a algometria de pressão: utilizando um algômetro de pressão, aplica-se pressão crescente e controlada ao tecido até que a pessoa relate que a pressão se torna dolorosa, e esse ponto exato é o limiar de dor à pressão. Diferentemente das escalas de autorrelato, o limiar de dor à pressão não depende apenas do que a pessoa relata, mas de uma pressão que é efetivamente medida no momento em que a dor surge.

Ao combinar escalas de autorrelato com o limiar de dor à pressão, a avaliação da dor operacionaliza a dor musculoesquelética: ela mede a sobrecarga mecânica nos tecidos — ou seja, quanta pressão elevada um tecido pode suportar antes que essa pressão ultrapasse o limiar de dor e se torne dor musculoesquelética.

Além da sobrecarga mecânica nos tecidos, a avaliação da dor mede a inibição do controle motor secundária à dor musculoesquelética: quando ocorre dor musculoesquelética, o corpo responde ativando simultaneamente músculos opostos que atuam na área dolorosa — uma coativação protetora — e essa coativação é, por si só, um indicador físico de quanto a dor musculoesquelética está inibindo o controle motor normal.

De todos os dados coletados na avaliação da dor, o limiar de dor à pressão é a única medida física objetiva de dor musculoesquelética disponível na prática clínica: enquanto as escalas de autorrelato dependem do que a pessoa decide relatar, o limiar de dor à pressão é obtido aplicando-se pressão real e medindo-se o ponto exato em que essa pressão se torna dor musculoesquelética.

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