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D3 Goniometria

Tópico

A goniometria mede o ângulo articular e a amplitude de movimento utilizando um goniômetro universal, um inclinômetro ou sistemas digitais. Com essa medição, a goniometria operacionaliza diretamente a amplitude de movimento articular: ela a converte em um valor numérico que pode ser registrado e comparado.

A primeira função da goniometria é quantificar o déficit na amplitude de movimento articular: ela mede a diferença entre a amplitude de movimento que a articulação deveria alcançar e a amplitude de movimento que ela realmente alcança. Quanto maior essa diferença, maior o déficit.

A segunda função é diferenciar entre amplitude de movimento passiva e ativa: a goniometria mede separadamente o quanto a articulação se move quando outra pessoa a move e o quanto ela se move quando a pessoa a move contraindo o músculo. A diferença entre esses dois valores ajuda a determinar se o déficit é relacionado ao tecido ou ao músculo.

A terceira função é monitorar o ganho na amplitude de movimento articular ao longo da reabilitação: a goniometria repete essa mesma medição da amplitude de movimento articular em diferentes momentos durante o tratamento, e a diferença entre essas medições sucessivas mostra o quanto da amplitude de movimento articular foi recuperada desde a medição anterior.

Com o déficit de amplitude de movimento articular, a diferença entre a amplitude de movimento passiva e ativa e o ganho de amplitude de movimento articular durante a reabilitação já mensurados, a goniometria avalia duas situações distintas: limitações funcionais da amplitude de movimento articular, quando a rigidez tecidual, a contratura capsular, as aderências ou a retração muscular impedem o alcance do ângulo esperado, e alterações pós-intervenção, quando a cirurgia ou a imobilização prolongada modificaram a amplitude de movimento articular disponível.

Distinguir entre essas duas situações é importante para a reabilitação: um déficit de amplitude de movimento articular causado por limitações funcionais não se recupera da mesma forma que um causado por alterações pós-intervenção, e a goniometria, ao repetir a mesma mensuração ao longo do tempo, permite verificar se o ganho de amplitude de movimento articular obtido corresponde ao tipo de intervenção aplicada em cada caso.

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