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A7 Alterações biomecânicas pós-intervenção

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O sistema musculoesquelético pode sofrer alterações físicas duradouras devido a dois fatores distintos: um procedimento cirúrgico ou a imobilização prolongada. Tanto os procedimentos cirúrgicos quanto a imobilização prolongada alteram diretamente o sistema musculoesquelético, embora o façam por meio de mecanismos diferentes, e ambos resultam nas mesmas quatro alterações físicas descritas por este modelo.

A primeira alteração física do sistema musculoesquelético é uma mudança na geometria articular: um procedimento cirúrgico pode modificar diretamente a forma ou o alinhamento de uma articulação, e a imobilização prolongada permite que a geometria dessa articulação se adapte gradualmente à posição fixa em que a articulação permanece imobilizada.

A segunda alteração é uma redução na capacidade de força devido à falta de uso: quando a imobilização prolongada impede que um músculo se contraia normalmente, essa falta de uso reduz progressivamente a capacidade de força desse músculo, mesmo quando o procedimento cirúrgico não o afetou diretamente.

A terceira alteração é a perda da amplitude de movimento articular devido à retração dos tecidos moles: quando os tecidos moles ao redor de uma articulação permanecem encurtados durante a imobilização prolongada, esses tecidos retraem e não permitem mais que a articulação atinja a mesma amplitude de movimento de antes, mesmo após a remoção da imobilização.

A quarta alteração é a mudança na distribuição da carga: tanto o procedimento cirúrgico quanto a imobilização prolongada modificam os fulcros e as alavancas mecânicas sobre as quais o sistema musculoesquelético atua, e essa modificação altera a forma como as cargas são distribuídas entre as várias articulações e músculos.

No entanto, cada tipo de cirurgia não modifica essas quatro alterações — geometria articular, capacidade de força, amplitude de movimento articular e distribuição da carga — da mesma maneira: cada procedimento cirúrgico específico modifica um ou mais desses parâmetros dos modelos normais do sistema musculoesquelético de uma forma única, deixando os demais inalterados. Reconhecer quais parâmetros cada procedimento modifica especificamente nos permite antecipar, para cada pessoa, exatamente como seu sistema musculoesquelético mudou após a cirurgia ou imobilização prolongada, em vez de presumir que toda intervenção altera o sistema musculoesquelético da mesma maneira.

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