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E5 Tendões e elasticidade

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Os tendões são o sistema de armazenamento de energia elástica do sistema locomotor das aves. Ao contrário dos músculos, que convertem ativamente energia química em energia mecânica, os tendões são puramente passivos: eles não geram energia por si mesmos, mas armazenam energia potencial elástica quando são deformados por algo — alongados pela carga transmitida pelo músculo ou pela carga aerodinâmica do próprio voo — e liberam essa mesma energia quando relaxam.

Essa capacidade de armazenar e liberar energia potencial elástica reduz significativamente o custo metabólico do voo: parte da energia gerada pelo músculo peitoral durante o batimento descendente não é dissipada, mas armazenada nos tendões e ligamentos da asa, e essa mesma energia armazenada é recuperada durante o batimento ascendente subsequente, reduzindo a quantidade de nova energia metabólica que o músculo peitoral precisa fornecer em cada ciclo.

Além dos tendões que acompanham os músculos de voo, a fúrcula — o osso bifurcado e fundido formado pelas duas clavículas da ave — atua como uma mola óssea, ligada ao mesmo sistema de tendões que já armazena energia potencial elástica em cada ciclo de batimento de asa.

Os tendões e a fúrcula funcionam em conjunto como um único sistema de armazenamento de energia: eles amortecem os picos de força gerados pelo músculo peitoral a cada batida de asa e distribuem essa força ao longo de todo o ciclo, em vez de concentrá-la em um único instante. Ao distribuir a força ao longo do tempo dessa maneira, o sistema tendão-fúrcula reduz a potência máxima que o músculo peitoral precisa gerar para completar o mesmo ciclo de batida de asa, e essa redução na potência máxima melhora a eficiência geral do voo.

Juntos, os tendões que armazenam e liberam energia elástica a cada batida de asa, e a fúrcula que atua como uma mola óssea conectada a esse mesmo sistema, são o que permite que a ave voe com uma fração do custo metabólico que um sistema locomotor sem qualquer capacidade de armazenamento elástico exigiria. É precisamente essa capacidade de armazenar e liberar energia que se perde, total ou parcialmente, quando um tendão é lesionado e deixa de se comportar como a mola elástica que era.

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