O4 Coordenação Intersegmental
Tópico
A coordenação intersegmentar deste atleta descreve, de forma geral, o padrão temporal e espacial final de ativação e movimento de cada segmento corporal para maximizar seu desempenho final.
O princípio da transferência proximal-distal, contudo, estabelece que essa mesma potência do atleta é gerada inicialmente em cada segmento proximal, grande e lento, e então transferida para cada segmento distal, pequeno e rápido, formando assim a mesma cadeia cinética que estabelece outro modelo deste sistema, capaz de amplificar a velocidade final do segmento distal.
Esse mesmo efeito chicote, precisamente o mesmo efeito chicote que estabelece outro modelo deste sistema em relação a um arremesso, resulta precisamente da desaceleração do segmento proximal, que, consequentemente, transfere seu momento angular final para o mesmo segmento distal. Cada articulação do atleta contribui com sua própria potência no momento ideal específico dentro dessa cadeia cinética. Se essa ativação articular ocorrer prematuramente ou tardiamente — precisamente a mesma ativação prematura descrita por outro modelo desta série como ruptura da cadeia cinética — a potência final do atleta é dissipada ou não se acumula corretamente entre essas articulações. O modelo de Putnam quantifica essa transferência de energia intersegmentar usando os mesmos termos de potência de acoplamento estabelecidos por outro modelo desta série.
Portanto, este modelo, com seu padrão inicial de coordenação temporal e espacial, garante que essa sincronização perfeita entre cada pico de potência articular neste atleta — essa mesma coincidência temporal descrita por outro modelo desta série — diferencia este atleta de elite de um atleta amador equivalente. Esse mesmo controle neural neste atleta se ajusta a esse mesmo tempo com extraordinária precisão, por meio do próprio aprendizado motor de longo prazo do atleta — o mesmo aprendizado motor que já estabelece outro modelo deste sistema em relação à coordenação temporal ideal entre modos acoplados. O fato de este atleta acumular ainda mais anos desse mesmo aprendizado motor de longo prazo significa que, consequentemente, a precisão final desse controle neural sobre esse padrão de coordenação temporal e espacial, com o qual este modelo começou, torna-se ainda maior, aproximando ainda mais este atleta daquele mesmo atleta de elite.
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