E8 Impacto e Contato
Tópico
Esse impacto geralmente constitui uma interação muito breve na qual o momento é trocado entre dois corpos distintos por meio de uma força de contato excepcionalmente alta. Esse mesmo impacto ocorre, portanto, tanto no contato entre o pé de um atleta e o solo — um contato consideravelmente mais longo durante uma corrida do que durante a aterrissagem de um salto — quanto em um chute na bola, que é ainda mais curto do que qualquer um dos contatos anteriores, ou em uma colisão entre dois jogadores diferentes.
O coeficiente de restituição desse impacto, por outro lado, quantifica sua elasticidade final: um impacto perfeitamente elástico conserva toda a energia cinética de ambos os corpos, enquanto um impacto perfeitamente plástico, em contraste, envolve a dissipação final máxima dessa energia cinética entre eles.
Dentro desse mesmo contato entre o pé do atleta e o solo, há, no entanto, um pico de impacto passivo logo após esse contato inicial. Esse mesmo pico de impacto passivo estabelece outro modelo desse sistema baseado em um diagnóstico do contato com o solo, com uma taxa de carga consideravelmente alta que se propaga, consequentemente, como uma onda de choque, em direção ao esqueleto do atleta. Essa mesma onda de tensão estabelece um modelo diferente desse sistema baseado no osso cortical.
No entanto, o próprio amortecedor natural do atleta, como a gordura plantar, a cartilagem ou o tecido mole, juntamente com o calçado usado, reduz esse mesmo pico de impacto passivo que iniciou esse modelo. O fato de esse amortecedor natural absorver ainda mais energia desse impacto significa que, consequentemente, esse pico final de impacto passivo que atinge o esqueleto do atleta é ainda menor.
Portanto, esse modelo, com esse impacto como a troca de momento com a qual foi iniciado, faz com que um modelo de impacto de um único grau de liberdade, com sua própria massa, sua própria mola e seu próprio amortecedor combinados — exatamente a mesma mola e amortecedor já estabelecidos por outro modelo desse conjunto em um tendão viscoelástico — descreva consequentemente essa mesma força de reação do solo ao longo desse contato. A taxa de carregamento final dessa força de reação vertical do solo constitui, portanto, o melhor preditor biomecânico conhecido para uma fratura por estresse nesse corredor — exatamente a mesma fratura por estresse já estabelecida por outro modelo desse conjunto, relacionada à capacidade de remodelação óssea excedida. O fato de essa taxa de carregamento final da força de reação vertical do solo ser ainda maior significa que, consequentemente, o risco final dessa fratura por estresse nesse corredor é ainda maior.
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