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D22 Dinâmica/Forças

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Esta análise dinâmica, em geral, determina as forças e os torques que causam o movimento observado neste atleta, diferentemente da mesma geometria de movimento descrita por outro modelo deste sistema baseado na análise cinemática do próprio atleta, que não considera nenhuma força causadora.

Esta dinâmica inversa, no entanto, parte dos mesmos dados cinemáticos, especificamente a aceleração de cada segmento corporal deste atleta, que estabelece outro modelo deste sistema, e da força externa medida sobre o atleta. Em seguida, calcula, utilizando as equações de Newton e Euler aplicadas a cada segmento corporal separadamente, tanto o momento articular interno quanto a força de reação articular final de cada articulação deste atleta. Este cálculo progride, portanto, em uma ordem que vai do segmento mais distal do atleta, como o pé, para o segmento mais proximal, como o tronco, e não na direção oposta.

Uma plataforma de força, por outro lado, mede diretamente a mesma força de reação do solo que outro modelo deste sistema estabelece sob cada passo do atleta, juntamente com o ponto final de aplicação dessa mesma força de reação na superfície da plataforma. Essa mesma dinâmica direta, no entanto, parte da força muscular do próprio atleta e prevê, com base nela, o movimento final resultante desse mesmo atleta, exatamente na direção oposta à dinâmica inversa com a qual este modelo foi iniciado. Como esse cálculo da dinâmica direta deve prever um movimento ainda mais complexo do atleta, ele se torna, consequentemente, ainda mais custoso computacionalmente. Portanto, essa mesma dinâmica direta é reservada principalmente para simular esse movimento e não para analisar diretamente um movimento que já foi registrado.

Assim, este modelo, com as forças e torques que causam o movimento, garante que a posição segmentar do atleta, medida pela mesma análise cinemática estabelecida por outro modelo dentro deste sistema, juntamente com a força de reação do solo e o ponto de aplicação medido por esta plataforma de força, determinem, em última análise, o torque articular resultante final de cada articulação do atleta, bem como sua força de reação articular e potência articular final. O fato de a potência articular final de uma determinada articulação desse atleta ser ainda maior significa que essa mesma articulação contribui de forma mais significativa para a transferência de energia ao longo de toda a cadeia cinética do atleta — a mesma cadeia cinética estabelecida por outro modelo dentro deste sistema.

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