D11 Identificação do modo
Tópico
A identificação do modo dinâmico geralmente determina o padrão cinemático e cinético específico em que o atleta opera em qualquer momento do seu movimento, seja caminhando, correndo, dando um pique, saltando ou executando qualquer outro padrão de movimento distinto.
O critério mais universal para distinguir entre esses diferentes padrões de movimento do atleta, no entanto, é a presença ou ausência de uma fase aérea completa em cada ciclo do movimento: enquanto o atleta mantém o apoio duplo simultâneo no solo durante parte do ciclo, ele está caminhando; mas assim que perde completamente o contato com o solo durante a fase aérea do ciclo, ele está correndo em vez de caminhar.
O número de Froude, entretanto, marca essa mesma transição entre caminhar e correr de uma forma ainda mais quantitativa do que a simples presença ou ausência dessa fase aérea: esse mesmo número de Froude compara a velocidade do atleta com a aceleração da gravidade e com o comprimento característico da sua perna, e essa transição entre caminhar e correr ocorre precisamente quando esse mesmo número de Froude cruza um determinado valor crítico. Quando o número de Froude deste atleta excede esse valor crítico, significa que ele abandona o padrão de caminhada em favor do padrão de corrida.
A rigidez inerente da perna deste atleta, juntamente com a relação entre o tempo de contato com o solo e o tempo de voo, identifica se ele opera em um modo elástico-reativo, com um breve ciclo de alongamento-encurtamento muito semelhante ao ciclo de alongamento-encurtamento estabelecido por outro modelo deste sistema para um tendão, ou se, em vez disso, ele opera em um modo de geração concêntrica, com uma contração muscular ativa muito mais longa. O fato de o tempo de contato com o solo deste atleta ser ainda menor em relação ao seu tempo de voo significa que, consequentemente, ele opera mais claramente neste modo elástico-reativo do que neste modo de geração concêntrica.
Portanto, este modelo, com sua identificação inicial do modo dinâmico do atleta a cada instante, combina a plataforma de força, o sistema de análise de movimento tridimensional e o sinal elétrico de cada músculo do atleta para classificar automaticamente esse modo dinâmico usando um critério biomecânico totalmente quantificável. Este mesmo sistema mede a velocidade do centro de massa do atleta, o tempo de contato, o tempo de voo e o padrão de força de reação do solo a cada passo e, consequentemente, determina, a partir de todas essas variáveis medidas em conjunto, o modo ativo final do atleta, o número de Froude, a rigidez da perna e a relação entre o tempo de contato e o tempo de voo com os quais o modelo foi inicialmente desenvolvido. O fato de este sistema combinado medir essas variáveis com uma frequência ainda maior ao longo do tempo significa que, consequentemente, essa identificação final do modo dinâmico ativo deste atleta é ainda mais precisa a cada instante sucessivo do seu movimento.
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