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A12 Falha Elástica/Tendão

Tópico

Este tendão, juntamente com o componente elástico de um músculo, geralmente serve para armazenar e liberar energia mecânica durante cada ciclo de movimento do corpo. Uma falha elástica ocorre, portanto, precisamente quando este tendão, ou este componente elástico do músculo, perde parte de sua capacidade de armazenar e liberar energia mecânica, seja devido à degeneração crônica de seu tecido, a uma ruptura parcial de sua estrutura ou a uma inibição reflexa que reduz a carga que o atinge.

Na tendinose, por outro lado, o colágeno deste tendão degenera cronicamente, reduzindo consequentemente tanto seu módulo de elasticidade quanto sua rigidez. Essa redução, por sua vez, aumenta a deformação final do tendão sob uma determinada carga e, consequentemente, reduz a velocidade de transmissão da força ao longo do tendão degenerado. Este mesmo tendão degenerado perde, consequentemente, uma proporção ainda maior dessa energia mecânica a cada ciclo de carga, e seu coeficiente de recuperação elástica cai de um valor normal bastante alto para um valor consideravelmente mais baixo. A degeneração crônica adicional do colágeno neste tendão faz com que o coeficiente de recuperação elástica final deste tendão degenerado caia ainda mais.

Por outro lado, uma ruptura parcial desse tendão reduz sua área de secção transversal na mesma proporção da redução da força máxima tolerável que outro modelo desta série estabelece para a área de secção transversal funcional de um músculo rompido. Essa redução na área de secção transversal, consequentemente, diminui a força máxima que o tendão pode suportar antes de se romper completamente, aumentando assim o risco de ruptura total. O fato de essa ruptura parcial do tendão ser ainda mais extensa significa que, consequentemente, a força máxima tolerável desse mesmo tendão é ainda mais reduzida e, com ela, o risco de ruptura total.

Essa mesma redução na rigidez desse tendão degenerado, por sua vez, altera a frequência natural do sistema massa-mola formado pelo tendão e pela massa corporal que repousa sobre ele, desacoplando assim o ciclo alongamento-encurtamento do tendão do ritmo locomotor ideal do corpo. O fato de a rigidez desse tendão degenerado ser ainda menor significa que, consequentemente, a frequência natural final desse mesmo sistema massa-mola se desvia ainda mais do ritmo de locomoção ideal do corpo.

Portanto, esse modelo, com sua capacidade de armazenar e liberar energia mecânica, faz com que a tendinite desse mesmo tendão produza dor capaz de ativar a mesma inibição reflexa estabelecida por outro modelo neste conjunto em relação à disfunção neuromuscular em um músculo lesionado. Essa mesma inibição reflexa, consequentemente, reduz a ativação neural do músculo associado a esse tendão e, assim, reduz a carga final que esse músculo transmite ao tendão inflamado. O limiar de dor desse tendão sob carga cíclica repetida determina, portanto, o nível final de treinamento que esse tendão pode tolerar durante a reabilitação. Um limiar de dor mais baixo para esse tendão significa que o nível final de treinamento tolerável durante a reabilitação é ainda mais restrito, protegendo assim a própria capacidade de armazenar e liberar energia mecânica com a qual esse modelo foi desenvolvido.

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