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A24 Fadiga

Tópico

A fadiga desse atleta geralmente se manifesta como uma redução reversível na sua capacidade de produzir força ou potência sob esforço sustentado. Consequentemente, essa fadiga apresenta um componente periférico, localizado no próprio músculo do atleta, e um componente central, localizado no seu sistema nervoso central.

Esse componente periférico da fadiga esgota o substrato energético imediato do músculo, levando ao acúmulo de um metabólito ácido no músculo e, consequentemente, alterando a função do retículo sarcoplasmático — o compartimento interno que libera e recaptura o cálcio necessário para cada contração muscular.

Essa fadiga muscular, portanto, reduz tanto a força máxima quanto a velocidade máxima de encurtamento na curva de Hill, já estabelecida por outro modelo desse sistema para esse músculo, deslocando assim o pico de potência muscular para uma velocidade e força ainda menores dentro dessa mesma curva. A progressão desse componente periférico da fadiga muscular significa que tanto a força máxima quanto a velocidade máxima de encurtamento da curva de Hill para esse músculo são, consequentemente, reduzidas ainda mais.

Por outro lado, esse componente central da fadiga atlética reduz a excitação final que o sistema nervoso central envia a cada neurônio motor do atleta, prejudicando, consequentemente, a capacidade proprioceptiva e o controle neuromuscular, conforme já estabelecido por outro modelo desse sistema em relação a uma falha de controle nesse atleta. A redução adicional dessa excitação final do sistema nervoso central para esses neurônios motores significa que o risco final de lesão para o atleta aumenta ainda mais, precisamente no final de uma sessão de treinamento ou competição, quando essa fadiga central já se acumulou de forma mais intensa.

Portanto, esse modelo, com sua redução inicial reversível na capacidade do atleta, faz com que o desempenho atlético final evolua de acordo com o modelo de aptidão e fadiga de Banister, representado pela diferença entre a adaptação acumulada e a fadiga acumulada ao longo de um período de treinamento. Essa reversibilidade da fadiga, que iniciou o modelo, segue então um modelo de recuperação exponencial, com uma escala de tempo muito menor para a fadiga aguda do que para a fadiga crônica nesse mesmo atleta. O fato de a fadiga acumulada desse atleta ser mais crônica significa que, consequentemente, sua recuperação final, de acordo com esse mesmo modelo exponencial, se estende por um período ainda mais longo.

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