A21 Falhas no Modo Dinâmico
Tópico
Geralmente, esse atleta experimenta uma falha no modo dinâmico sempre que seu padrão de movimento se desvia significativamente do modo biomecânico ideal para a tarefa específica que está executando. Esse desvio pode ter origem na fadiga acumulada ou em uma lesão específica — seja estrutural, elástica, articular ou relacionada ao controle — de acordo com as causas já estabelecidas em cada um dos modelos anteriores deste conjunto. Também pode ser consequência de técnica inadequada ou condições externas desfavoráveis.
Durante uma corrida, esse modo dinâmico entra em colapso precisamente quando o sistema massa-mola da perna do corredor perde sua rigidez, conforme descrito em outro modelo deste conjunto referente à rigidez de um tendão degenerado. Consequentemente, o tempo de contato com o solo se estende além do que o modo dinâmico ideal permite. Uma redução adicional na rigidez da perna desse corredor faz com que o tempo de contato final dessa mesma perna com o solo se estenda ainda mais, degradando, consequentemente, o modo dinâmico daquela passada.
Em um salto, entretanto, um ângulo de decolagem incorreto para esse mesmo atleta reduz drasticamente tanto a amplitude final quanto a altura do salto. Se o ângulo de decolagem do atleta se desviar ainda mais do seu ângulo ideal, o alcance e a altura finais do salto serão reduzidos de forma ainda mais significativa.
Durante um arremesso, entretanto, a cadeia cinética do atleta se rompe prematuramente justamente quando um segmento distal dessa cadeia é ativado antes que o segmento proximal que o precede atinja sua velocidade máxima. Isso é muito semelhante à falha de sincronização entre um músculo agonista e um antagonista descrita em outro modelo desse sistema. Essa ativação prematura dissipa a energia do arremesso sem transferi-la efetivamente para o segmento distal final. O fato de esse segmento distal da cadeia cinética ser ativado ainda mais cedo, antes que o segmento proximal atinja sua velocidade máxima, significa que a energia final do arremesso é dissipada ainda mais rapidamente sem ser transferida para esse segmento distal.
Portanto, este modelo, com seu desvio inicial do modo biomecânico ideal, analisa o modo dinâmico do atleta comparando seus parâmetros cinemáticos e cinéticos observados com os parâmetros de referência do modo biomecânico correto. Esse desvio final é então quantificado como o erro quadrático médio entre a trajetória observada do atleta e a trajetória de referência do modo ideal, ou como a diferença final entre um parâmetro-chave observado nesse modo dinâmico — como a rigidez da perna do corredor, o tempo de voo ou o ângulo de decolagem — e seu valor de referência esperado. Isso é muito semelhante, em princípio, à razão entre a força produzida e a força esperada, estabelecida por outro modelo neste conjunto para quantificar a perda de força muscular. O fato de esse parâmetro-chave observado nesse modo dinâmico se desviar ainda mais de seu valor de referência esperado resulta em um desvio final quantificado ainda maior em relação a esse mesmo modo dinâmico.
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